sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Música

Senti na alma
música nos acalma, musique-se
Mostrou a mim, me musique
Sou teu elo, tua nota de oboé

Tinha pá do teu sabor
Era dia que eu tinha que sentir
Música, quero ser teu escravinho
pra tu mandar ir comprar ritmos

Quero te viver, Vivaldi te querer
Bach baridade tchê
Brahams embora daqui
vai que resolvam Mozart me
Vai que queiram me Jobinar
Sei lá

Dureza é não ser músico ser

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Soneto de Infelicidade

Sonho com que sonho?
Vivo com que vida?
Saio com que saída?
Se a vida não me sai

Sinto com que sentido?
Morro com que morte?
Aposto em qual sorte?
se a sorte é sortida

Se aqui não é mais lá
Então mais lá é bem mais ali
Só não sei onde está lá

A dor ardia aqui, aqui e acolá
Algo que se podia medir
mas não se podia imaginar

(Só felicidade pra quebrar o ritmo frenético da inquietude)

sábado, 2 de novembro de 2013

Castelo

Eu queria um lugar só meu, onde eu estivesse só
Sozinho eu e a solidão, mais ninguém
Talvez uns dois ou três pássaros cantando no fundo do quintal
só isso e nada mais

Me sentiria forte. No meu forte
Na minha maneira de ver. Entenderia a mim mesmo.
Me desarmaria de tudo isso aqui
Me desamaria

Exalaria tudo quanto penso. Penso num segundo e paro
Onde está o meu esconderijo?
O lugar onde ninguém, nem mesmo eu, posso me achar
Se eu me perder, juro que me encontro.

Mas se alguém me achar, me avisa.