Eu comprei uma solidão
Que não se vende em loja
Nem em mercado algum
Se vende na esquina
Da amargura com a tristeza
No bairro das dores
Cidade das lágrimas
Quer comprar minha solidão?
Provavelmente não a vendo
Vendo o que eu sou
Queria vender um pouco de alegria
Então seria um vendedor
De luzes
Quem quer comprar minha solidez?
Metade de mim é rio
Outra é montanha
Que esconde o horizonte
Das pessoas
Náufrago do tempo
Vendo palavras na feira do destino
Queria ser feliz e vender o dia
Mas eu insisto em ser noite
terça-feira, 27 de setembro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
Aos poetas novos e velhos
Tanto é pouco aos olhos da totalidade
quem diria que um dia
passaria a ver com os olhos emprestados
dos poetas antigos
que eram amigos
dos objetos
Será que um dia eles me dirão
o que Manuel ouviu
ou não ouviu?
Tanto é pouco ao ler com os olhos
da mortalidade.
quem diria que um dia
iria passar os dias
como os poetas mais novos
que são amigos
do inexistente
quem diria que um dia
passaria a ver com os olhos emprestados
dos poetas antigos
que eram amigos
dos objetos
Será que um dia eles me dirão
o que Manuel ouviu
ou não ouviu?
Tanto é pouco ao ler com os olhos
da mortalidade.
quem diria que um dia
iria passar os dias
como os poetas mais novos
que são amigos
do inexistente
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