Somos os filhos dos filhos do meio
não temos nenhuma conquista
qual de vocês, amigos leitores, pegou em uma arma?
E teve que decidir entre você e outra pessoa?
E viu cair seu amigo ferido no front?
Nós apenas compramos bicicletas
e vamos à casamentos
clicamos duas vezes
pra aceitar uma amizade
Quem de nós viveu loucamente
e foi às ruas protestar?
Somos os filhos bastardos da pós-modernidade
comemos comida enlatada
falamos de amor em nossas canções
mas somos mentirosos de merda
chegamos em casa e ligamos nosso computador
e então despejamos mediocridade
com zeros e uns
somos binários de corpo e alma
Não brindamos a madrugada
que é dos poetas
e das prostitutas
e dos estudantes
Somos os filhos do meio
que assiste calado os gritos gélidos da democracia
na verdade nunca conhecemos tal
Somos gregos sem Sócrates e Platão
Não temos que pensar, apenas agir
Comprar carros, joias,
Eu decidi ir para Bogotá
Austero de qualquer petulância
dos que me afligem
Vamos, caro amigo
acorde!
Vista-se de seu melhor traje
e vamos passear na floresta...
,..
Enquanto seu lobo, meu lobo, o lobo do homem, não vem!
domingo, 29 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Manifesto
Aqui jaz um escrito
onde tudo cabe
cabeça, tronco e membros
quaisquer que sejam os pensamentos,
ideais e ideias.
Tenho a incrível sensação
de colocar tudo em um único envelope
enviar para meu amigo
que está do outro lado do mar
para que leia as cartas
e se sinta abraçado
com meus versos
onde tudo cabe
cabeça, tronco e membros
quaisquer que sejam os pensamentos,
ideais e ideias.
Tenho a incrível sensação
de colocar tudo em um único envelope
enviar para meu amigo
que está do outro lado do mar
para que leia as cartas
e se sinta abraçado
com meus versos
sábado, 21 de janeiro de 2017
Crianças
Declaro hoje que
a sabedoria excelsior
que perpassa os homens comuns
e dos prazeres insolúveis do nosso tempo
está em um único recipiente:
As crianças!
As crianças sabem das coisas
sabem gritar em lugares que são de silêncio
sabem pedir coisas impossíveis
inventam histórias que os adultos não compreendem
As crianças sofrem de um bem
outrora chamado de mal:
poesia!
a sabedoria excelsior
que perpassa os homens comuns
e dos prazeres insolúveis do nosso tempo
está em um único recipiente:
As crianças!
As crianças sabem das coisas
sabem gritar em lugares que são de silêncio
sabem pedir coisas impossíveis
inventam histórias que os adultos não compreendem
As crianças sofrem de um bem
outrora chamado de mal:
poesia!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Cidade
Que cidade é essa ?
Madrasta
que cerca seus filhos
que atenua suas dores.
Não encontra um vintém
de coisas prósperas
apenas discórdia
no prato dos parlamentares
Que cidade é essa?
que celebra as mentes
apenas quando estão fora
que festejam as vitórias
desmedidas de qualquer proveito
Onde quem pegou alguém
já pegou alguém que pegou alguém
um nefasto moto contínuo
de gente que vai e vem
bebem do leite do povo
e do sangue se embebedam.
Que cidade é essa?
outrora era das oportunidades
que não eram de ninguém
hoje é minha. É sua.
É do povo.
Mas ainda não é de nada.
Madrasta
que cerca seus filhos
que atenua suas dores.
Não encontra um vintém
de coisas prósperas
apenas discórdia
no prato dos parlamentares
Que cidade é essa?
que celebra as mentes
apenas quando estão fora
que festejam as vitórias
desmedidas de qualquer proveito
Onde quem pegou alguém
já pegou alguém que pegou alguém
um nefasto moto contínuo
de gente que vai e vem
bebem do leite do povo
e do sangue se embebedam.
Que cidade é essa?
outrora era das oportunidades
que não eram de ninguém
hoje é minha. É sua.
É do povo.
Mas ainda não é de nada.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Perdição (1/2 de minha breve vida)
Eu me perdi
da mulher amada
do partida inacabada
do céu ensolarado
Eu me perdi
do riso desenfreado
do sono introdutório
do sonho contrário
Eu me perdi
das pessoas más
das enxadas e pás
do trabalho encontrado
Eu me perdi
da força enganadora
da moça encantadora
do samba articulado
Foi então que me achei
e me perdi mais uma vez
da mulher amada
do partida inacabada
do céu ensolarado
Eu me perdi
do riso desenfreado
do sono introdutório
do sonho contrário
Eu me perdi
das pessoas más
das enxadas e pás
do trabalho encontrado
Eu me perdi
da força enganadora
da moça encantadora
do samba articulado
Foi então que me achei
e me perdi mais uma vez
Abaixo
Abaixo todo o sortilégio de coisas
que me faz menos que eu era
e mais do que eu sou
Toda enganação
seja ela feminina
ou mundana
Abaixo os lutadores vãos
que pisam em pisos falsos
coberto de sangue e lama
Abaixo todo o medo de errar
O erro é pedagógico
epistemológico
e poético.
Abaixo os sabichões
que fingem ter as respostas
e não sabem nem mesmo as perguntas.
que me faz menos que eu era
e mais do que eu sou
Toda enganação
seja ela feminina
ou mundana
Abaixo os lutadores vãos
que pisam em pisos falsos
coberto de sangue e lama
Abaixo todo o medo de errar
O erro é pedagógico
epistemológico
e poético.
Abaixo os sabichões
que fingem ter as respostas
e não sabem nem mesmo as perguntas.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Constatação escarnecedora
Patifes!
Somos todos
Ficamos na linha do trem
esperando sermos esmagados
por toda moralidade
que nossos pais
aprenderam nas igrejas
Respiramos por aparelhos
e nem sequer respondemos às perguntas
dos que nos martirizam
de toda sorte de interjeições
Somos todos patifes
por não vivermos nossas próprias tragédias;
Pedimos emprestados aos deuses
que se divertem com nossa dívida
pois são insaciáveis e logo nos arrebatarão.
Somos todos
Ficamos na linha do trem
esperando sermos esmagados
por toda moralidade
que nossos pais
aprenderam nas igrejas
Respiramos por aparelhos
e nem sequer respondemos às perguntas
dos que nos martirizam
de toda sorte de interjeições
Somos todos patifes
por não vivermos nossas próprias tragédias;
Pedimos emprestados aos deuses
que se divertem com nossa dívida
pois são insaciáveis e logo nos arrebatarão.
Carta aos primeiros imbecis
Eu, Delfos, a quem vos falo
escrevo linhas e parágrafos
melhor dizendo: Escrevo em versos e prosas
a todos esses que insistem em dizer
que a vida é pra ser vivida na medida do possível
Vos digo na verdade: o possível não existe
o possível não pode ser mensurado
Apenas corram
joguem-se nos risos
e nos rios
Desprendam-se dos julgamentos infanto-juvenis
dos aparatos, dos adornos
de todos os precipícios morais
Troquem suas alparcas por pés descalços
numa praia deserta
ou na beira do Rio São Francisco
Esqueçam os amores mal resolvidos
esqueçam os amigos do jardim de infância
No fim, terá apenas um "consolo na praia"
Não leve na carteira a modéstia
ela é uma hipocrisia enrustida
serve pra anular o homem
que tem seu significado
Vocês, primeiros imbecis
tomem cuidado
para não se embebedarem
e chegarem nos seus fins comuns
precisando de um trocado
pra passar.
escrevo linhas e parágrafos
melhor dizendo: Escrevo em versos e prosas
a todos esses que insistem em dizer
que a vida é pra ser vivida na medida do possível
Vos digo na verdade: o possível não existe
o possível não pode ser mensurado
Apenas corram
joguem-se nos risos
e nos rios
Desprendam-se dos julgamentos infanto-juvenis
dos aparatos, dos adornos
de todos os precipícios morais
Troquem suas alparcas por pés descalços
numa praia deserta
ou na beira do Rio São Francisco
Esqueçam os amores mal resolvidos
esqueçam os amigos do jardim de infância
No fim, terá apenas um "consolo na praia"
Não leve na carteira a modéstia
ela é uma hipocrisia enrustida
serve pra anular o homem
que tem seu significado
Vocês, primeiros imbecis
tomem cuidado
para não se embebedarem
e chegarem nos seus fins comuns
precisando de um trocado
pra passar.
Decisão
Ele decidiu partir.
Estava cansado de todos os mimos
das meninas incompreensíveis
do amor que não o correspondia
do português que falava errado
e dos seus filhos que,
queriam ser doutores
engenheiros ou filósofos
Ele decidiu partir.
porque não achava graça na piada
nem na pirueta do trapezista
nem muito menos na mágica
nem na mulher de bigode
começou a desconfiar de tudo
e de seus pais que,
queriam lhe fazer doutor
engenheiro ou filósofo
Ele decidiu partir.
mesmo a sorte sendo adversa
e o coração sendo devasso
por um drinque ou coquetel
de qualquer aventura
cansou de tudo isso
dos cachorros nas calçadas
e dos bêbados no porto
Ele decidiu partir.
Estava cansado de todos os mimos
das meninas incompreensíveis
do amor que não o correspondia
do português que falava errado
e dos seus filhos que,
queriam ser doutores
engenheiros ou filósofos
Ele decidiu partir.
porque não achava graça na piada
nem na pirueta do trapezista
nem muito menos na mágica
nem na mulher de bigode
começou a desconfiar de tudo
e de seus pais que,
queriam lhe fazer doutor
engenheiro ou filósofo
Ele decidiu partir.
mesmo a sorte sendo adversa
e o coração sendo devasso
por um drinque ou coquetel
de qualquer aventura
cansou de tudo isso
dos cachorros nas calçadas
e dos bêbados no porto
Ele decidiu partir.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Poemas
Poemas não exigem prazos
nem patrões
poemas são trabalhadores em um feriado
saem livres pelas praças
e abraçam as velhas e os cachorros
e os meninos sobem em suas costas
Poemas são como cavalos selvagens
libertos e indomáveis
que pairam sobre a campina
em busca de alimento
Poemas não podem ser presos
nas leis da física
ou na legislação
porque não há prisão que comporte
tamanha carga.
nem patrões
poemas são trabalhadores em um feriado
saem livres pelas praças
e abraçam as velhas e os cachorros
e os meninos sobem em suas costas
Poemas são como cavalos selvagens
libertos e indomáveis
que pairam sobre a campina
em busca de alimento
Poemas não podem ser presos
nas leis da física
ou na legislação
porque não há prisão que comporte
tamanha carga.
Enquanto sou agressivo
Enquanto sou agressivo
atinjo a farsa dos mais promíscuos
que injetam suas frases
robustas de falácias
e de infecções sociais
Enquanto sou agressivo
pesco toda sorte de tubarão
que insiste comer os peixes pequenos
apenas ressentidos
por não serem homens
Enquanto sou agressivo
busco a bússola da verdade
ao norte de todo o caráter
que me é posto
como certo
Enquanto sou agressivo
as pessoas riem de mim
atinjo a farsa dos mais promíscuos
que injetam suas frases
robustas de falácias
e de infecções sociais
Enquanto sou agressivo
pesco toda sorte de tubarão
que insiste comer os peixes pequenos
apenas ressentidos
por não serem homens
Enquanto sou agressivo
busco a bússola da verdade
ao norte de todo o caráter
que me é posto
como certo
Enquanto sou agressivo
as pessoas riem de mim
Burrice
Se não for pra brigar
se não for pra tirar o tirano do poder
se não for pra relutar as verdades impostas
melhor nem nascer
melhor viver cego
melhor casar e ter um emprego
Se não for pra chorar diante da beleza
se não for pra comentar Shakespeare
se não for pra...
melhor deixar quieto
melhor ir pro bar
assistir jogo do Brasil
com minha namorada
que só quer saber de compras
e convencer que é melhor que as outras
Se não for pra viver plenamente, melhor está trancafiado numa cela
no Alaska, na Sibéria
ou na puta que pariu
que pelo menos a felicidade
e a quietude são gêmeas
lá
se não for pra tirar o tirano do poder
se não for pra relutar as verdades impostas
melhor nem nascer
melhor viver cego
melhor casar e ter um emprego
Se não for pra chorar diante da beleza
se não for pra comentar Shakespeare
se não for pra...
melhor deixar quieto
melhor ir pro bar
assistir jogo do Brasil
com minha namorada
que só quer saber de compras
e convencer que é melhor que as outras
Se não for pra viver plenamente, melhor está trancafiado numa cela
no Alaska, na Sibéria
ou na puta que pariu
que pelo menos a felicidade
e a quietude são gêmeas
lá
domingo, 1 de janeiro de 2017
365 dias
Amor, pra que a pressa?
se 365 dias temos
para esperar os próximos 365
e comemorar o janeiro
como se fosse o primeiro
dos meses das nossas vidas
Façamos uma promessa:
vamos viver sem pressa
pois se a morte não vai a lugar algum
pra que correr logo ao seu encontro?
se 365 dias temos
para esperar os próximos 365
e comemorar o janeiro
como se fosse o primeiro
dos meses das nossas vidas
Façamos uma promessa:
vamos viver sem pressa
pois se a morte não vai a lugar algum
pra que correr logo ao seu encontro?
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