Convém me achar
E desprender
Dos eus que não me condizem
Das disposições indisponíveis
Apenas me achar
Procurar o Átman
O renascer
Mesmo que perca o amigo
No caminho
A busca é solitária
É um misto de ostracismo
E saudade irremediável
Atravessar o rio
E chegar ao outro lado
De si próprio.
domingo, 27 de maio de 2018
sexta-feira, 18 de maio de 2018
A tristeza não cabe em mim (para Nikoly)
Quando uma pessoa
Transborda de qualquer sentimento
Ela não tem como caber em si
Assim como a tristeza
Como teia a prende em um fim
A tristeza não cabe em mim
Diria: sou feliz! Mas a qual preço?
Se divaga em todos as frestas
É em mim que me retorno
Mas me encho de vazio
Por um punhado de novidade
Quanta dor se faz em assim
Mas a tristeza não cabe em mim
Se eu jorrar mil litros de solidão
O quão sólido vai ser?
A tristeza que, desmedida
Saiu da minha vida
Quando passar por toda a lida
Não caberá mais em mim
Toda tristeza pressupõe um vazio
Que não cabe em ninguém
Transborda de qualquer sentimento
Ela não tem como caber em si
Assim como a tristeza
Como teia a prende em um fim
A tristeza não cabe em mim
Diria: sou feliz! Mas a qual preço?
Se divaga em todos as frestas
É em mim que me retorno
Mas me encho de vazio
Por um punhado de novidade
Quanta dor se faz em assim
Mas a tristeza não cabe em mim
Se eu jorrar mil litros de solidão
O quão sólido vai ser?
A tristeza que, desmedida
Saiu da minha vida
Quando passar por toda a lida
Não caberá mais em mim
Toda tristeza pressupõe um vazio
Que não cabe em ninguém
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