domingo, 23 de setembro de 2012

Trovador

É de tudo se amor é a palavra que nos constrói
E o medo do silencio se silenciou
A paulatina conversa da incerteza sem escólio me renunciou

Passará por estes mares azuis do céu
que o vento se dissipará do mal que eu trouxer
pra te guardar de você

Pode ser que seja eterno ou dure um dia
mas que seja linda melodia, melancolia
Sobre nossos corações a caba acaba
de termina a pratica de prosear

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Poesia Contraditória

Se o que não foi nunca será
então seria sempre o que serei de ser
fazendo das rimas uma controvérsia
do tempo em que pensei em ser Rei
hoje sou apenas eu, aqui sentado
fazendo palavras para um mundo talvez imaginário
ou a arte é tão bela que merece ser eterna?

Se o que veio não trouxe Bonanza
é que o que há de vir pode ser o medo
E que as situações complicadas de um zé
que vive em completo devaneio
Mas que o fim seja terno como o inicio
que eu saia ileso ou apenas nem entre
nesse enredo que me custou à arte de viver!

domingo, 16 de setembro de 2012

Disritmia sã

La vai de novo céu se desbotar
Com as dúvidas eu pesco inteiro o mar
Candidate-se a minha vaga nessa vida

La vem do azul que teus olhos são
Que me deixa na tristeza e solidão
Contenta-se a espera de um som

E deixe a espera do amanhã amanhecer
pra que eu possa ver se é contigo que vai ser
Ou é apenas mais uma das falácias

La foi o mar em direção ao horizonte
que me disse um adeus e hoje nem se viu
Comentários são apenas comentários

"Libertas, quae sera tamen"

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dá-se com...ciência

E eu coloquei todos os botões
e fiz do devaneio um porto brio
que as hostes que me cercam de botuca
Fiquei sem chão mais uma vez

E quando os caminhos que se cruzam
Se emaranharam em um fio de navalha
é que sei que todo fim é mesmo solidão
e quando tudo e todas se dividem

"Consciência , dá-se com ciência que fim vai levar este mar?
Se é de tudo o entendimento
pobre que não cessar de chorar"

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Preciso acreditar no que flui

Existe um lugar além do mar
E existe uma vida pra nós dois
Em que tudo possa ser de fato no fim
E que o antes só comece depois...

Esqueça todos estes trovadores que lhe assombram
Esqueça que o céu é além-mar
Que o dia parece ser mais devagar
e os homens são ostras do céu

Que o sol, apareceu enfim
Que o ócio de esperar inanimou o enredo
que o destino deixou pra mim...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E ainda tem

Tem dias que a sorte é adversa
Os sons são altos para mim
Então deixo fechar a porta entreaberta
e sigo dizendo que sim

É, que o tempo se fechou pra mim
e a sorte que sobrou de nós dois
A solidão tratou de assorear o depois
e que tudo isso teve sempre o mesmo fim

Do som, da imagem refletida no espelho
do mar, que andava cego por nós dois
e agora tratou de se esquivar...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O violinista


La vai o violinista
Tecendo suas notas com seu arco mágico
Catando no vento todos os acordes possíveis
Um mundo inimaginável

Colhe as notas num piscar de olhos
E encanta os demais colibris
Que assim como ele encantam os jardins
Com suas notas quiálteras

Mas o violinista hoje está triste
Por não ter alguém para dedicar o seu som
E então a Lua e o Mar choram com sua escala melódica
Melancólica e sem sabor
Porque o violinista não entende nada sobre o amor
Ele gosta é mesmo do som 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Temores sem valores

"Sem mais delongas..."
Ontem me peguei com o passado em minhas mãos
Procurei e não achei o lugar do Off Botão
Sementes maléficas jogadas no ventilador
Semanas e dias eu ficou onde estou

Sem olhar para trás deixei de viver o ontem
Preferi olhar o mundo de um lugar distante
Sem medo da hipocrisia dos que cercam o meu lugar
Eu tenho adiantado os dias pro novo dia começar

"Sem mais delongas"

E nem mesmo meu amor por você resistiu ao clichê
Dos devaneios, dos receios que me contorcem sem um porque
Noite e dia fico sentado no sofá
E a secreta agonia de que não sabe o que será

Sem mais delongas eu vou me embora pro meu lugar!!!!

domingo, 9 de setembro de 2012

Paralisia Literal


Ouvem-se os sons inconscientes
Perecem no meu sono infernal
Devolva meu dinheiro que eu não ler o seu jornal
Saiba que tudo isso é passageiro
Eu vou curtir um som...literalmente Devaneio

A Soberba meu consome
Como álcool em gel
Alimentando-se de fornalhas
Comendo tintas em papel
Escrita agressiva devolva minha vida
Eu to curtindo som... minha musica preferida

Paralisia Literal, fome do bem ou mal...

sábado, 8 de setembro de 2012

Ah, as palavras!!!!



Acordo, cedo, café, pão, relógio
Mochila, livros, cadernos, lápis
Amigos, converso, ônibus
Trabalho, projetos, intervenções
Contravenções, contraposições
Comer, lanche, amigos, assunto
Assíduo, acesso, internet
Redes, sociais, paradoxos
Casa. Café, livro
Canseira, tristeza, solidão
Esperança, música, alegria
Telefone, conversa, perspectiva
Pensar, orar, Deus, prece
Dormir, depois, acordar

Ah, as palavras!
Que dizem tudo e não dizem nada
Que secam as folhas molhadas de lagrimas
Ah, as palavras!
Que chovem de todo o poeta
Que acertam o alvo na hora certa
Que fecham a porta aberta!

Desapego



A noite caiu em terra novamente
E os sons dos carros a trovejar
Lembram-me você
E os Boêmios no violão a indagar
Com canções de bossa e cordéis
São todos para você
Desse desatino que a vida me propôs
De considerar o antes e o depois
Que lembram você

De dia, passo as horas fúnebres a reclamar
Que nas horas certas errada está
Sua sabedoria
E as coisas andam mesmo sem sentido
E você não aparece no enredo
Que agonia!
Então vejo os bêbados a dançar
E mais um dia a acabar
Na correria

Meu desapego é você, que já passou por aqui
Que não me larga mais
Eu quero apenas me deitar e levantar daqui
Sem demoras mais
Tua insistência me imacula sem falar
Na conseqüência que é em ti pensar
Pro fim nunca mais terminar!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012


Poesia de ultima hora

Calam-se os loucos trazidos do silêncio
E mudam-se dos calabouços
Ai de mim! Que inventei o carnaval
E os pierrôs silenciam-se
Com os corpos dos meninos
Que falam alto a calçada
Ai de mim! Que iniciei o vitupério
E a vida não aceitou
O meu reclame e meu monólogo
Ai de mim! Que sou mais um ou menos um
Que reclama de tudo e não reclamo de nada  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu mesmo



Se eu pudesse ser eu mesmo pelo menos uma vez
me corromperia menos
me divertiria mais
Seria menos obsoleto

Se eu pudesse ser um mesmo eu diferente
Jantaria com Deus à luz de velas
E perguntaria-lhe todas as respostas
E seria mesmo o fim

Se eu pudesse ser você um dia apenas
ficaria comigo o dia todo
Para que na eternidade dos meus segundos
O dia pudesse ser mais claro