A noite caiu em terra novamente
E os sons dos carros a trovejar
Lembram-me você
E os Boêmios no violão a indagar
Com canções de bossa e cordéis
São todos para você
Desse desatino que a vida me
propôs
De considerar o antes e o depois
Que lembram você
De dia, passo as horas fúnebres a
reclamar
Que nas horas certas errada está
Sua sabedoria
E as coisas andam mesmo sem
sentido
E você não aparece no enredo
Que agonia!
Então vejo os bêbados a dançar
E mais um dia a acabar
Na correria
Meu desapego é você, que já
passou por aqui
Que não me larga mais
Eu quero apenas me deitar e
levantar daqui
Sem demoras mais
Tua insistência me imacula sem
falar
Na conseqüência que é em ti
pensar
Pro fim nunca mais terminar!
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