sábado, 8 de setembro de 2012

Desapego



A noite caiu em terra novamente
E os sons dos carros a trovejar
Lembram-me você
E os Boêmios no violão a indagar
Com canções de bossa e cordéis
São todos para você
Desse desatino que a vida me propôs
De considerar o antes e o depois
Que lembram você

De dia, passo as horas fúnebres a reclamar
Que nas horas certas errada está
Sua sabedoria
E as coisas andam mesmo sem sentido
E você não aparece no enredo
Que agonia!
Então vejo os bêbados a dançar
E mais um dia a acabar
Na correria

Meu desapego é você, que já passou por aqui
Que não me larga mais
Eu quero apenas me deitar e levantar daqui
Sem demoras mais
Tua insistência me imacula sem falar
Na conseqüência que é em ti pensar
Pro fim nunca mais terminar!

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