Tarde de sexta é aquela que inverte a saudade
inventa a solidão de imaginar a hora do adeus
Semana que vem nem chegou e você já a quer aqui
Tarde de sexta é prólogo de noite vazia
os vazios andam tão cheios
de coisas vãs
Tarde de sexta, a quem eu devo escrever?
A uma senhora que me bagunça e me esculacha?
Mas não há suplicio nesse penar
Se ela é que me dá todos os dias a alegria de voltar
Ao mesmo lugar que é onde tudo começou
Tarde de sexta pode ser sinônimo de sábado em casa
Sem fazer nada ou até sem fazer tudo
Eu invento qualquer coisa
E a tarde se dissipa!
Eu em vento, qualquer coisa
e tarda e se diz pá!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Simples verso onde 4 se resumem em 40!
Exemplifique sua existência e morra no vazio de pensar em ser
Troque de lugar com sua vizinhança e vê quem faz barulho
Sopre os ventos que mais violentos levaram de volta a Odisseia
Traga-me em seu peito aberto tudo que sou e que serei ou é!
Troque de lugar com sua vizinhança e vê quem faz barulho
Sopre os ventos que mais violentos levaram de volta a Odisseia
Traga-me em seu peito aberto tudo que sou e que serei ou é!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Dez minutos
A espera de dez minutos é a mais importante
Pois pode ser os dez primeiros sopros na alma
que se acalma com os dez últimos suspiros
Pode ser um conto de dez réis, dez reis ou dez magos
Magros por findar um calabouço qualquer
Pode até ser a espera da demora, mora em meu peito
Uma certa senhora que não me deixa no leito
a amargura de pensar no dia que se sucede
Se sossego fosse longe eu iria no desapego
dos desatinos dos destinos...
Ah, parei com as palavras irmãs!
Pois pode ser os dez primeiros sopros na alma
que se acalma com os dez últimos suspiros
Pode ser um conto de dez réis, dez reis ou dez magos
Magros por findar um calabouço qualquer
Pode até ser a espera da demora, mora em meu peito
Uma certa senhora que não me deixa no leito
a amargura de pensar no dia que se sucede
Se sossego fosse longe eu iria no desapego
dos desatinos dos destinos...
Ah, parei com as palavras irmãs!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Conversa na praça
Ser ou estar...sentado numa praça
conversando com um comparsa de vidas amargosas
e pensar que tudo que me contou
era como se já soubesse de tudo aquilo
Mas como bom ouvidor
Escutei e pensei: Não é que faz sentido!
Então parei e fiquei a prosear comigo mesmo
"Será que os tempos modernos ainda hão de vir?"
Não. Estes já se foram
Agora esperamos os tempos de consequências...
conversando com um comparsa de vidas amargosas
e pensar que tudo que me contou
era como se já soubesse de tudo aquilo
Mas como bom ouvidor
Escutei e pensei: Não é que faz sentido!
Então parei e fiquei a prosear comigo mesmo
"Será que os tempos modernos ainda hão de vir?"
Não. Estes já se foram
Agora esperamos os tempos de consequências...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Saudade é...
Saudade, quem a define? A linguagem mais sublime
A visita à alma do solitário ou solista com preferir
Salmista do relicário, sambista dos missionários
Saudade na verdade se torna mentira
me atira no peito alheio qualquer recado
Recatado por duas ou três frases prontas
Saudade é porto onde desembarca sombras
onde sol e Sol se confundem com as ondas
mesmice de quermesse, marasmo de quitanda
Só me restam as palavras em dia de chuva na varanda
meus amigos insistem em liderar a saudade em meu peito
minhas dores? Eu faço do discurso um desfeito
Saudade é quando se acha que se tem e não tem
e se pensa em fazer mais não faz
Saudade é sua pior companheira em tarde de quarta feira
onde só e sozinho são pessoas distintas e difusas
Saudade não é solidão: pode até ser sua irmã mais nova
Mas no silêncio nem se nota a diferença entre uma e outra
A visita à alma do solitário ou solista com preferir
Salmista do relicário, sambista dos missionários
Saudade na verdade se torna mentira
me atira no peito alheio qualquer recado
Recatado por duas ou três frases prontas
Saudade é porto onde desembarca sombras
onde sol e Sol se confundem com as ondas
mesmice de quermesse, marasmo de quitanda
Só me restam as palavras em dia de chuva na varanda
meus amigos insistem em liderar a saudade em meu peito
minhas dores? Eu faço do discurso um desfeito
Saudade é quando se acha que se tem e não tem
e se pensa em fazer mais não faz
Saudade é sua pior companheira em tarde de quarta feira
onde só e sozinho são pessoas distintas e difusas
Saudade não é solidão: pode até ser sua irmã mais nova
Mas no silêncio nem se nota a diferença entre uma e outra
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