domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ignorancia



A palavra que destrói ideias, ideais
A palavra que concerne com tudo aquilo que incomoda
A Palavra que enterra sonhos e colhe espinhos
A palavra que explode os vidros da casa espelhada

A Palavra que inventada, compra almas e as mumificam
A palavra que invoca todos os maus espíritos
A palavra que divide aquilo que não se separa
A palavra mal..dita em meio a fervilhões de outras tais

A história da ignorância surgiu no inicio da acomodação
E quem há de culpar aqueles que a alimentam?
Eu convivo com ela desde sempre
então nas palavras faço jorrar tudo aquilo que vem a minha cabeça
pois a essas pessoas eu digo: façam o que quiser mas não atrapalhem meu caminho
o que eu decidir está feito, nada me fará voltar atrás
só se me matarem, ou me calarem que é muito pior
não quero que me entendam, só que me aceitem
E se não aceitarem...adeus
Pois na casa da ignorância
moram os monstros mais humanos que existem.

Sono

Resolvi-me deixar-me partir-me desta manipulação manisfesta
singela, modesta, moda, tudo se revoga menos a verdade.

Sono se escreve com Ç ou com dois "SS" por falta de gramática ou de vontade
Sorriso eu escrevo na parede onde o riso ficou pela metade...

Entendi-me culpei-me matei-me no meu próprio habitat
habituado no simplório simplista simplificado sobre qualquer displicência

Sono se escreve com o dedo, pois caneta falta-me por falta de tinta
Sucesso se escreve com rede, pois sonhar já não mais me fascina.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Poesia Demasiadamente Inventada


Invente-se. Inverta-se. Mas não deixe que o zunido
dos carros te acomode no sofá rasgado
E nos acordes replicantes (sol, fá)
Acorde, a corda está no pescoço
Os projetos, ainda em esboço.
Parta uma vez para longe
Pra qualquer Horizonte Distante
mas não vista-se de roupas velhas
e de velhos hábitos, se incomode
com aquilo que te pergunta, e te responda
"Afinal, por que tudo isso mesmo?"
Se sou aquilo? Ou Isto?
Nada de Determinístico...os fatos surgem a partir do "por que?"
Nem rima, nem prosa, nem verso, nem verbo
nada surge do nada, só o tudo
A qual vocês insistem em chamar de VERDADE!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Resumo da Ópera em Português

Talvez resuma tudo aquilo que me cerca
Cerca, pasto, pastoril, pastoreio
Passam-se os anos vis, nada de momento no novo
A contradição e a certeza são as únicas que tem escutam
O porto nem é mais tão seguro assim
O porte de armas é necessário para que se haja paz

A contratação e a incerteza são as únicas que falam
Maltrata-me nos versos mais incansáveis que se ostentam
no meu diz-que-me-diz
das cenas absurdas ou do cenário obscuro
Ah! Quem em 22 anos te fez ficar sem chão?
todos os dias eu conto os dias, mas as horas me contam
que o dia nem vai passar!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cansado

É, isto é o fim
estou indo embora daqui, sem delongas ou prosas
Esse lugar nunca foi meu
Cansei do comodismo alheio
do julgamento obscuro
da Inquisição obsoleta

É, para vocês que me viam
como um de vocês,
me esqueçam a partir desse momento
me deletem de suas redes sociais
Pois agora me "desviei"
E se nada disso for verdade?
Já parou pra pensar que seu cérebro é bem maior?

Cansei das ilusões de estar ali
de todos os santos que olhavam maquinando seus rostos
e tentaram me convencer a ficar rodeando o abismo
Não! eu não quero ficar aqui pra ver o seu final
o Final eu já escolhi, meu caminho já trilhei
A conclusão que fiz é que amanhã pertence à Deus
mas à vocês nada mais do que migalhas
de um pobre ser humano...indefeso aos vinténs divinos

Cansei do formalismo demasiado
dos prós que nem eram prós
Eram contra a qualquer manifestação
Eram súplicas para serem exaltados mesmo condecorando a humildade
Eram pequenos manuscritos falando do bem e do mal
Saibam que eles são linearmente dependentes um do outro
Se um não existir, o outro também não

Cansei da culpabilidade por todos os fatos ruins
de atestar aos indecisos a carga máxima de problemas
de negar ao próprio a natureza de ser salvo, se salvação há nos convés
de excluir os que não compactuam com vocês
Estes são os "defeituosos", que querem nadar contra a corrente
Pois é, se Deus não quisesse minha rebeldia
então que não me desse.

Enfim, partindo aqui estou
Parto com a única certeza, que vou mais talvez um dia volte
e talvez um dia vá embora outra vez
mas que só eu construo todo um castelo de perguntas
e sem as respostas eu prefiro sair
Mas um dia estarei lá, espero que aqueles que se sentirem infelizes
que me acompanhem
Mas que não morram por dentro por estar em um obrigação que muitas das vezes nem lhe foi imposta

Cansei até de escrever.