quinta-feira, 27 de março de 2014
Tra...
Trova, treva
tudo se turva quando a trama
treme
Parece trava-línguas mas a míngua
dá
para a parada vida
Trêmulo. Túmulo
domingo, 23 de março de 2014
rEclAME
O tempo voou na medida do indeterminado
no momento errado
percebi que te prendi em mim
agora, no mundo meu, calado
retardo o futuro por causa do passado
Se ontem te amava, hoje te odeio por te amar ainda mais...
quarta-feira, 12 de março de 2014
Dor e demasia
Na verdade não sou estraga-prazeres...
é que amores vem e vão
Então meu amor, entenda, te amo hoje
amanha é outro dia
é que amores vem e vão
Então meu amor, entenda, te amo hoje
amanha é outro dia
domingo, 9 de março de 2014
Tudo que eu escutei falando
De repente, o grito prende
na garganta
no remetente
de quem queria
Dizer aquilo que se pensa
por não saber como se prensa
esse pensamento que não procede
com a sua presença
que alterna, retorna
na mente, da gente
que sonha sem dormir
e acorda sem sonhar
na garganta
no remetente
de quem queria
Dizer aquilo que se pensa
por não saber como se prensa
esse pensamento que não procede
com a sua presença
que alterna, retorna
na mente, da gente
que sonha sem dormir
e acorda sem sonhar
quarta-feira, 5 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
Resgate
Resgatam as flores mortas no campo
Que flecha nenhuma pode alcançar
Que volta zumbindo a incomodar
os que mortos ficam em nome de santo
E todos os lírios em seus recantos
retomam a guerra com suas feridas
e tornam exalando muitas margaridas
como se fosse amigos do vento
E jogados à deriva no mesmo momento
Rasgando sereno no fim do vida
E voltam a ladrar como se fossem lobos
eternos famintos que andam a caçar
Farejam ruínas para encontrar
vestígios do vício que os tornaram bobos
Cabeças de águias cobrindo o lôdo
Com toda vertígem para sua lida
Buscando senhoras para serem servidas
Dizendo "coragem" o bom está proximo
fincando seus dedos, unhas e ossos
Rasgando sereno no fim da vida
Bruxas malucas rezando no escuro
com suas profecias em meio ao pó
e fazem com que eu ande só
Procurando frestas no fruto maduro
Que fazem menções ao mesmo impuro
Chorando lagrimas semi-falidas
E trazem de chuva aguas batidas
Mesclando bravura com brilhantismo
Fugindo de todo e qualquer cinismo
Rasgando sereno no fim da vida
E monstros eternos cobrindo as figuras
demonstram terror ao serem abertos
com um temor de que descobertos
exprimam suas maiores frescuras
que todo o bom homem procura
e fica apenas na tal conhecida
Com suas ostes de renda florida
fogem do herói que vem relutante
findando todo o mal que de antes
Rasgando sereno no fim da vida
Fugindo de todo e qualquer cinismo
Rasgando sereno no fim da vida
E monstros eternos cobrindo as figuras
demonstram terror ao serem abertos
com um temor de que descobertos
exprimam suas maiores frescuras
que todo o bom homem procura
e fica apenas na tal conhecida
Com suas ostes de renda florida
fogem do herói que vem relutante
findando todo o mal que de antes
Rasgando sereno no fim da vida
sábado, 1 de março de 2014
Tenho amigos poetas
A sorte que tive em ter
amigos poetas
uns escrevem versos
outros universos
alguns tiram fotos mágicas
outros dançam, transcendem
alguns cantam, outros tocam
eu aqui no me canto
observando a beleza
de cada um sendo poeta
à sua maneira
Então quando penso em ser
é que tenho a certeza
que tive muita sorte
de os conhecer...
amigos poetas
uns escrevem versos
outros universos
alguns tiram fotos mágicas
outros dançam, transcendem
alguns cantam, outros tocam
eu aqui no me canto
observando a beleza
de cada um sendo poeta
à sua maneira
Então quando penso em ser
é que tenho a certeza
que tive muita sorte
de os conhecer...
Assinar:
Comentários (Atom)