domingo, 2 de março de 2014

Resgate




Resgatam as flores mortas no campo
Que flecha nenhuma pode alcançar
Que volta zumbindo a incomodar
os que mortos ficam em nome de santo
E todos os lírios em seus recantos
retomam a guerra com suas feridas
e tornam exalando muitas margaridas
como se fosse amigos do vento
E jogados à deriva no mesmo momento
Rasgando sereno no fim do vida



E voltam a ladrar como se fossem lobos
eternos famintos que andam a caçar
Farejam ruínas para encontrar
vestígios do vício que os tornaram bobos
Cabeças de águias cobrindo o lôdo
Com toda vertígem para sua lida
Buscando senhoras para serem servidas
Dizendo "coragem" o bom está proximo
fincando seus dedos, unhas e ossos
Rasgando sereno no fim da vida




Bruxas malucas rezando no escuro
com suas profecias em meio ao pó
e fazem com que eu ande só
Procurando frestas no fruto maduro
Que fazem menções ao mesmo impuro
Chorando lagrimas semi-falidas
E trazem de chuva aguas batidas
Mesclando bravura com brilhantismo
Fugindo de todo e qualquer cinismo
Rasgando sereno no fim da vida




E monstros eternos cobrindo as figuras
demonstram terror ao serem abertos
com um temor de que descobertos
exprimam suas maiores frescuras
que todo o bom homem procura
e fica apenas na tal conhecida
Com suas ostes de renda florida
fogem do herói que vem relutante
findando todo o mal que de antes
Rasgando sereno no fim da vida

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