domingo, 28 de fevereiro de 2016
Domingo
As pessoas não existem
A cidade é vazia
Volto pra casa triste
com um monte de idéias,
de pretensões.
A segunda é logo ali
Oprime a minha vontade
de estar em qualquer lugar
Então as vezes penso que o domingo
é uma maldição imposta
pelos deuses mais antigos
São invejosos pela mortalidade
do sábado!
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Dia 20-1
É que quando eu me calo
me mato aos poucos
vou dizendo o que acho
na verdade, pensando o que penso
sem nunca avançar um segundo
Você não veio me ver
estava ocupada demais
e eu ocioso demais
os extremos são moinhos
giram enquanto a dor se torna terna
E no dia 20, na calada da noite
eu mudo, mudo de norte
na lista de prioridades
vou apagando um a um
até restar somente eu
Na noite em que a solidão
Não veio trabalhar
foi a noite menos duradoura
No barco, velejando contra ondas
onde é que eu vim me meter?
"Não me sinto tão sozinho eu tenho os meus amigos
Só aparecem quando bebo
Só aparecem quando não sou eu
quando não sou"
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Viajante IV
É o fim da jornada
amigos, festas
tudo se foi
Ao cosmos tu te apresentas
como simples morador
já que não queres mais sair
do lugar
E o fim que tu tanto temias
agora se parece tanto com o começo
quando suas dúvidas eram seu combustível
e suas certezas não existiam.
Desconstrução de ti
De tudo que não és
De tudo que poderia ser
Dos amores vividos
ou dispensados
Desconstrução da construção
Das proparoxítonas escondidas
Dos versos metafóricos
Das indiretas que nunca chegaram
Desproporcional foi mesmo tua vida
E então o fim da viagem foi só o começo...
amigos, festas
tudo se foi
Ao cosmos tu te apresentas
como simples morador
já que não queres mais sair
do lugar
E o fim que tu tanto temias
agora se parece tanto com o começo
quando suas dúvidas eram seu combustível
e suas certezas não existiam.
Desconstrução de ti
De tudo que não és
De tudo que poderia ser
Dos amores vividos
ou dispensados
Desconstrução da construção
Das proparoxítonas escondidas
Dos versos metafóricos
Das indiretas que nunca chegaram
Desproporcional foi mesmo tua vida
E então o fim da viagem foi só o começo...
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Viajante III
Então fostes pesado numa balança
desregulada e incapaz
de medir o quão tuas bagagens
são menos pesadas que teus sentimentos
E as pessoas foram te afastando
até que você preferiu assim
Nem no natal tu quisestes ir
à casa de teus país
Agora, o choro descadeia o riso
À margem do rio...dos dois lados
o reflexo da tua alma
embutido em teu espelho
a escuridão como tua espada
teu pesar o único escudo
Recebeu um mandado pra ficar
viajando até voltar de si próprio
e talvez encontrar um caminho
que possa te levar pra casa!
Enquanto isso, você vaga na noite
por estar cego, surdo e mudo...
Num sonho que bem no fundo
é a realidade mais mórbida que há
desregulada e incapaz
de medir o quão tuas bagagens
são menos pesadas que teus sentimentos
E as pessoas foram te afastando
até que você preferiu assim
Nem no natal tu quisestes ir
à casa de teus país
Agora, o choro descadeia o riso
À margem do rio...dos dois lados
o reflexo da tua alma
embutido em teu espelho
a escuridão como tua espada
teu pesar o único escudo
Recebeu um mandado pra ficar
viajando até voltar de si próprio
e talvez encontrar um caminho
que possa te levar pra casa!
Enquanto isso, você vaga na noite
por estar cego, surdo e mudo...
Num sonho que bem no fundo
é a realidade mais mórbida que há
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