sábado, 13 de fevereiro de 2016

Viajante III

Então fostes pesado numa balança
desregulada e incapaz
de medir o quão tuas bagagens
são menos pesadas que teus sentimentos

E as pessoas foram te afastando
até que você preferiu assim
Nem no natal tu quisestes ir
à casa de teus país

Agora, o choro descadeia o riso
À margem do rio...dos dois lados
o reflexo da tua alma
embutido em teu espelho
a escuridão como tua espada
teu pesar o único escudo

Recebeu um mandado pra ficar
viajando até voltar de si próprio
e talvez encontrar um caminho
que possa te levar pra casa!

Enquanto isso, você vaga na noite
por estar cego, surdo e mudo...
Num sonho que bem no fundo
é a realidade mais mórbida que há

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