domingo, 24 de janeiro de 2016

Viajante II



Senti meu peito arder
quando passei na estrada, longa e solitária
como pude te deixar ir?
A propósito, como vai sua família?
Passei por aqui, tô de passagem
e agora a viagem nem vale
a passagem



Fui rude, perdi meus créditos
andei em círculos
pisei em pregos
entortei direitos
pra não me achar no final


Andas por essas estradas
que apagam teus rastros
com outros rastros
Não conheces ninguém
Antes eram tu e tua coragem
mas ela foi se esvaindo
a cada gota d'agua
você olhou pra trás
e se viu.
Como se derramasse tua alma
em cada parada, em cada esquina
E você se esvaziou de si mesmo
...
pra se encher de si mesmo, outra vez.

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