Tico tico
reco reco
marre-marre
como o poeta
as palavras me saem repetidas
porque não as encontro
pra descrever o quanto
você viveu e mereceu
mas agora é hora de se livrar
das imposições
físicas e literais
do mundo concreto
e ser um ser completo
Cícero, um poeta grego
viveu nos meus dias
mesmo sem poesia
pintava quadros de gente
pequenas e grandes
do alto do seu apartamento
se apartou do mundo
e decidiu voar
Não podemos mais vê-lo
Mas saibam que ele está
Tico ou Cícero, eis a questão
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Por que amamos as bailarinas?
Por que amamos as bailarinas?
porque não são humanas
a sua beleza, com sua leveza
destroem qualquer coração
Já experimentou amar uma?
Eu nunca tive o prazer
pois quando o tiver
talvez não queira outro.
Elas flutuam no palco:
sabem seu passo
seu lugar no universo
e eu aqui pensando apenas
escrevendo poemas.
Não sei ficar na ponta dos pés
mas elas sabem como dizer "vem!"
sem ao menos abrirem a boca!
Então você vai e abre a sua
Na verdade não vou conseguir responder a pergunta
é que essas libélulas são escorregadias
e minha poesia ainda não tem arsenal suficiente
pra apontar as armas
e rendê-las.
porque não são humanas
a sua beleza, com sua leveza
destroem qualquer coração
Já experimentou amar uma?
Eu nunca tive o prazer
pois quando o tiver
talvez não queira outro.
Elas flutuam no palco:
sabem seu passo
seu lugar no universo
e eu aqui pensando apenas
escrevendo poemas.
Não sei ficar na ponta dos pés
mas elas sabem como dizer "vem!"
sem ao menos abrirem a boca!
Então você vai e abre a sua
Na verdade não vou conseguir responder a pergunta
é que essas libélulas são escorregadias
e minha poesia ainda não tem arsenal suficiente
pra apontar as armas
e rendê-las.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Abdicação
Eu abdiquei
do beijo da mulher amada
do sofá no domingo
pela luta armada
de poesia, concreta
ou abstrata
Eu abdiquei dos prazeres
do consumo desenfreado
do luxo irrisório
pelo martelo e machado
que me deram no berço
quando fui forjado
Eu abdiquei
do trono de ouro e prata
de ser dono da quebrada
por alguns trocados
e um violão nas costas
que me dão notas
pesadas
Eu abdiquei de mim
pois fazer poesia
é retirar todo dia
um pedaço de si
do beijo da mulher amada
do sofá no domingo
pela luta armada
de poesia, concreta
ou abstrata
Eu abdiquei dos prazeres
do consumo desenfreado
do luxo irrisório
pelo martelo e machado
que me deram no berço
quando fui forjado
Eu abdiquei
do trono de ouro e prata
de ser dono da quebrada
por alguns trocados
e um violão nas costas
que me dão notas
pesadas
Eu abdiquei de mim
pois fazer poesia
é retirar todo dia
um pedaço de si
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