terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Quatro de Agosto

As notícias continuam frias
Cálidas como a minha rotina
Eu ando mais só que a própria solidão

Ando num clarão, cego
Às vicissitudes que preciso entender
Eu mudo fácil, mas me permaneço

Um espelho que não quero olhar
Apenas fitar só o horário no relógio
Um homem médio pra um tempo mediano

E sinto que o vazio me preenche 
A cada esquina que passo
Morre mais um pouco dos meus pensamentos 

É quatro de agosto 
Eu apenas respiro profundamente 
E me afogo num breu eterno


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