Cálidas como a minha rotina
Eu ando mais só que a própria solidão
Ando num clarão, cego
Às vicissitudes que preciso entender
Eu mudo fácil, mas me permaneço
Um espelho que não quero olhar
Apenas fitar só o horário no relógio
Um homem médio pra um tempo mediano
E sinto que o vazio me preenche
A cada esquina que passo
Morre mais um pouco dos meus pensamentos
É quatro de agosto
Eu apenas respiro profundamente
E me afogo num breu eterno
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