sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Morte

 


Há algo que meu ouvido não pode escutar
E ha coisas que minhas falanges não podem tocar.
Pra que se preocupar, meu amor?
Tudo volta um dia pras estrelas
E é la que me enterro

Novos horizontes pairam no ar
Mas a felicidade se esconde
Como um brinquedo que não consigo achar
Então eu me encerro

Como uma dívida que não vou pagar
No céu ou qualquer inferno
Eu me limito em me contentar
Na existência de tudo que é efêmero:

Vida

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Retro-inferno

 Enxuguei as lágrimas alheias 

E não consegui escrever mais nada

Esvaziei-me 

Fiquei sem chão 

E por falta de opção,  flutuei

Infelizmente não resisti

Morri mais uma vez

E como um crime sem castigo

Voltei a enxugar as lágrimas alheias 


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Quatro de Agosto

As notícias continuam frias
Cálidas como a minha rotina
Eu ando mais só que a própria solidão

Ando num clarão, cego
Às vicissitudes que preciso entender
Eu mudo fácil, mas me permaneço

Um espelho que não quero olhar
Apenas fitar só o horário no relógio
Um homem médio pra um tempo mediano

E sinto que o vazio me preenche 
A cada esquina que passo
Morre mais um pouco dos meus pensamentos 

É quatro de agosto 
Eu apenas respiro profundamente 
E me afogo num breu eterno