quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pó de estrela (Milene Lima)

O menino gosta dos exatamentes 
Soma lá, pesquisa acolá
Diz, todo senhor das ciências, 
Que são reles pedacinhos de poeira
Aquelas estrelas dançantes 
Alumiando o inteiro do céu 
Mas o menino é também feito
De pó e vento da poesia
Então tem um dia
Que o peito lhe bate, sentido 
E a estrela, luzente, cadente 
Até lhe dá bom verso 
Pra ele dizer amor
Àquela menina faceira 
A essa hora adormecida 
No outro lado do seu pensar de poeta.

2 comentários:

  1. Hehe... toda prosa, eu. Mas no sentido de toda "metida". Que bacana vc ter trazido pra cá. Lisonjeada e grata, rapaz das exatas equações e incertas poesia.

    Beijo!

    ResponderExcluir