sábado, 11 de março de 2017

Mon Petit Soleil

Mon Petit Soleil
Alumia qualquer treva
e tempestade em meio a névoa
rima fácil de fazer

Quantas voltas foram necessárias
para que você viesse parar aqui?
Exatamente onde eu nem esperava

Sua órbita mudou, minha gravitação tenta se adequar
"é grave doutor?" é grave.
Grave em entrelinhas, seja menos transparente
Seja menos e o deixe brilhar

Mon Petit Soleil
Quantos são seus raios de sol?
Será que são suficientes para quebrar o gelo
que se instaurou em meu ser?

Talvez eu nem te agradeça, pois esse poema
talvez não te mereça, você já é um caso
irremediável de poesia.

Então, um dia, quem sabe, se eu fizer parte
e orbitar mais perto de você
volte a ter vida, volte a ser uma estrela
e crie outras constelações

Mon Petit Soleil
A que horas sua rotação vem contornar
a minha translação?

Um dia deixarei de ser satélite
E queimarei vivo, contigo
Vivo

Sua beleza é tão inebriável
com sua gentileza de ensinar
sua delicadeza de exprimir
e exaurir, que sua aparência
nem passou por minha retina

E em cada esquina, em cada Skinner
Quando chego
me perco, nos teus gestos
É melhor eu não pensar em nada

Porquê eu possa ser egoísta suficiente
e querer que o sol apenas me aqueça
e se esqueça de quanto eu andava frio

Mon Petit Soleil, se um dia você ler esse breve ode
espero que não se espante, apenas compreenda
não acredito em horóscopo
mas teimo em dizer
que os de Julho são frágeis como flores...

...Amamos sem perceber.

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