Almas solitárias, vem e vão
São nobres solidárias, são pobres
Em meio aos mares
de 2 bilhões de milhares
entre os que não tomam Jack Daniels
ou os que tomam Conhaque
São almas, vem e vão
Situam-se entre as covas
as cavernas, das madrugadas
penam sobre corpos, sobre copos
Apenas querem amor
mas sobrevivem de ódio, rancor
não sabemos contra quem
A Peste, de Camus, a doença
que infesta as palavras gêmeas
Festa, Fresta, toda a sorte de mnêmicas
Com seus gritos inaudíveis
são criaturas horríveis
após o crepúsculo dos ídolos
Nietzsche não os descreve bem!
Paletas de todas as cores
para mostrar os maiores horrores
Hilst, Proust, Brecht,
Ou um disco do Dinosaur Jr.
Quanto mal você me fez
naquele 2009 indigesto
eu não te odeio mais
porém, a solidão foi nossa filha
que você não assumiu
Eis mais um ode a solidão dos excepcionais
e dos decepcionais.
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