sábado, 5 de agosto de 2017

O novo

Meio que o acaso
é um fim em si mesmo

Andando pelas horas que eu perco
sempre que divago nos pensamentos
sobre o que há de ser
o que há de estar

Olho os prédios, gigantescos
olhos fitados em lojas de roupas
Andar pela cidade requer cuidado
tem sempre riscos, perigos

Você ainda na mente, você
que de repente some
e depois aparece
assim como os carros na avenida

Congestiona meu coração
E eu ando pensando,
Se quando eu te vejo
é o mesmo que não enxergar

Ando só, como um corvo
renegado em sua lida
uma sombra disfarçada de gente
Entre as frestas mais escuras

Meio que o acaso
é um fim por si só

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