A minha menina, ensina
como as flores da Primavera
Quem dera, quem dera
que se nascesse mina
de ouro, de pétala
A minha menina, divina
é deusa enrustida, Sol
maior, bemol
quem desse essa tercina
de dó, de mim
A menina não diz "parafina"
é vela acessa de missa
é faca que rasga
numa poesia tão paulatina
afaga pálpebras e retina
A minha menina é verso de prosa
como a estação que a alimenta
é menta, juá, tão frondosa
que se nasce em prosa
se torna rotina
A minha menina é como o tempo
regendo o reino que fortifica
e fica retendo, como o vento
quem desce pra ver
saboreia o momento
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