Que belo dia pra morrer
Entre os escárnios nas tumbas
do esquecimento
Entre os povos mais antigos
mais antiquados
Que ainda perduram em nós
Que belo dia pra morrrer
comemorando sobre a independência
de como ainda somos dependentes
de algo ou de alguém
Que belo dia, senhora morte
quem dera a sorte de quando
te ver
Não seja um belo dia pra morrer
São tantos dias, tantas horas
que nós contamos sobre os nossos túmulos
invisíveis
do dia-a-dia
Morremos todos, todos os dias
Que alpiste destes a ave?
Que amém murmurastes quieto?
Quando não atendemos a chamada
quando criamos uma tempestade
quando alguém nos amar de verdade
Será um bom dia pra morrer
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