A minha menina, ensina
como as flores da Primavera
Quem dera, quem dera
que se nascesse mina
de ouro, de pétala
A minha menina, divina
é deusa enrustida, Sol
maior, bemol
quem desse essa tercina
de dó, de mim
A menina não diz "parafina"
é vela acessa de missa
é faca que rasga
numa poesia tão paulatina
afaga pálpebras e retina
A minha menina é verso de prosa
como a estação que a alimenta
é menta, juá, tão frondosa
que se nasce em prosa
se torna rotina
A minha menina é como o tempo
regendo o reino que fortifica
e fica retendo, como o vento
quem desce pra ver
saboreia o momento
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
O novo
Meio que o acaso
é um fim em si mesmo
Andando pelas horas que eu perco
sempre que divago nos pensamentos
sobre o que há de ser
o que há de estar
Olho os prédios, gigantescos
olhos fitados em lojas de roupas
Andar pela cidade requer cuidado
tem sempre riscos, perigos
Você ainda na mente, você
que de repente some
e depois aparece
assim como os carros na avenida
Congestiona meu coração
E eu ando pensando,
Se quando eu te vejo
é o mesmo que não enxergar
Ando só, como um corvo
renegado em sua lida
uma sombra disfarçada de gente
Entre as frestas mais escuras
Meio que o acaso
é um fim por si só
é um fim em si mesmo
Andando pelas horas que eu perco
sempre que divago nos pensamentos
sobre o que há de ser
o que há de estar
Olho os prédios, gigantescos
olhos fitados em lojas de roupas
Andar pela cidade requer cuidado
tem sempre riscos, perigos
Você ainda na mente, você
que de repente some
e depois aparece
assim como os carros na avenida
Congestiona meu coração
E eu ando pensando,
Se quando eu te vejo
é o mesmo que não enxergar
Ando só, como um corvo
renegado em sua lida
uma sombra disfarçada de gente
Entre as frestas mais escuras
Meio que o acaso
é um fim por si só
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