O amor é uma esfinge
"Decifra-me ou devoro-te"
Esperando sempre à espreita
O viajante passar
Sem nenhuma cerimônia
Traz à tona seu paradoxo
Transversal ao mito
Tem como resposta o próprio homem
A quem pretendia devorar
Somos bobões que usamos muletas
Na velhice de nossas amarguras
Deixamos escapar o que nos é natural
O amor é uma arte
O artista não é o poeta
Este, por fim é o arauto
Que em Tebas fez gritar
Na Ágora mais contigente
O amor vai precipitar-se no mar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário