domingo, 28 de janeiro de 2018

Esfinge que não ver

O amor é uma esfinge
"Decifra-me ou devoro-te"
Esperando sempre à espreita
O viajante passar
Sem nenhuma cerimônia
Traz à tona seu paradoxo
Transversal ao mito

Tem como resposta o próprio homem
A quem pretendia devorar
Somos bobões que usamos muletas
Na velhice de nossas amarguras
Deixamos escapar o que nos é natural

O amor é uma arte
O artista não é o poeta
Este, por fim é o arauto
Que em Tebas fez gritar
Na Ágora mais contigente

O amor vai precipitar-se no mar...

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