A poesia anda medíocre
Os poetas sorriem pras armas
Abraçam os que oprimem
Dão beijos em princesas
Suas poesias não são mais subversivas
Não passam de uma dose de nada
Serve pro imediato
Pro desencontro consigo mesmo
Essa poesia plástica
Saceia os dados estatísticos
E as teses econômicas
De que o homem está chegando
Ao seu fim trágico
Um fim em si mesmo
sábado, 24 de março de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
Talvez
Talvez, um dia, como o raiar do sol de dezembro
ela chegará
apressada, como um vulto, como uma sombra
e deixará um denso espaço
dentro do meu peito
Como a Medusa, paralisará meu corpo
e como pedra, seguirei estático
rumo a uma viagem sem volta
Talvez, como um circo que chegou na cidade
e não conseguiu partir, ela chegará
e arrumará a casa que outrora bagunçada
me fez procurar o que não havia lá
Talvez, só talvez
aí eu perceberei o quão é importante
que a gente se doe
doa que a quem doer.
Então talvez ela já esteja aqui.
ela chegará
apressada, como um vulto, como uma sombra
e deixará um denso espaço
dentro do meu peito
Como a Medusa, paralisará meu corpo
e como pedra, seguirei estático
rumo a uma viagem sem volta
Talvez, como um circo que chegou na cidade
e não conseguiu partir, ela chegará
e arrumará a casa que outrora bagunçada
me fez procurar o que não havia lá
Talvez, só talvez
aí eu perceberei o quão é importante
que a gente se doe
doa que a quem doer.
Então talvez ela já esteja aqui.
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