Talvez, um dia, como o raiar do sol de dezembro
ela chegará
apressada, como um vulto, como uma sombra
e deixará um denso espaço
dentro do meu peito
Como a Medusa, paralisará meu corpo
e como pedra, seguirei estático
rumo a uma viagem sem volta
Talvez, como um circo que chegou na cidade
e não conseguiu partir, ela chegará
e arrumará a casa que outrora bagunçada
me fez procurar o que não havia lá
Talvez, só talvez
aí eu perceberei o quão é importante
que a gente se doe
doa que a quem doer.
Então talvez ela já esteja aqui.
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