sábado, 24 de março de 2018

A poesia anda quadrada

A poesia anda medíocre
Os poetas sorriem pras armas
Abraçam os que oprimem
Dão beijos em princesas

Suas poesias não são mais subversivas
Não passam de uma dose de nada
Serve pro imediato
Pro desencontro consigo mesmo

Essa poesia plástica
Saceia os dados estatísticos
E as teses econômicas
De que o homem está chegando
Ao seu fim trágico

Um fim em si mesmo

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