terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Bom amigo

Descansa, bom amigo. Encosta tua mala
Tua viagem acabou e de nada adiantou tua correria
Travasse batalhas épicas, gritasse aos quatro cantos da terra
Mas voltasse pela tua donzela

Bom amigo, tu que és tão refinado
Resguarda-te
Tua donzela já morre de amores por outro
mas não se desanimes
Que donzelas encontramos em qualquer esquina ou beco
mas vida só tens uma

Desencana bom amigo, que a sorte nem lhe é adversa
criasse vínculos e hoje de amizades tu tens uma infinidade
Nada te tiras o sono
Além da tuas viagens mal dormidas

Bom amigo, chegou a hora de se resguardar
Nenhum amor vai te deixar pra baixo, confia no tal destino
ou confia mesmo no teu taco, que já te basta
Ser feliz é só questão de bom gosto, amigo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Música

Senti na alma
música nos acalma, musique-se
Mostrou a mim, me musique
Sou teu elo, tua nota de oboé

Tinha pá do teu sabor
Era dia que eu tinha que sentir
Música, quero ser teu escravinho
pra tu mandar ir comprar ritmos

Quero te viver, Vivaldi te querer
Bach baridade tchê
Brahams embora daqui
vai que resolvam Mozart me
Vai que queiram me Jobinar
Sei lá

Dureza é não ser músico ser

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Soneto de Infelicidade

Sonho com que sonho?
Vivo com que vida?
Saio com que saída?
Se a vida não me sai

Sinto com que sentido?
Morro com que morte?
Aposto em qual sorte?
se a sorte é sortida

Se aqui não é mais lá
Então mais lá é bem mais ali
Só não sei onde está lá

A dor ardia aqui, aqui e acolá
Algo que se podia medir
mas não se podia imaginar

(Só felicidade pra quebrar o ritmo frenético da inquietude)

sábado, 2 de novembro de 2013

Castelo

Eu queria um lugar só meu, onde eu estivesse só
Sozinho eu e a solidão, mais ninguém
Talvez uns dois ou três pássaros cantando no fundo do quintal
só isso e nada mais

Me sentiria forte. No meu forte
Na minha maneira de ver. Entenderia a mim mesmo.
Me desarmaria de tudo isso aqui
Me desamaria

Exalaria tudo quanto penso. Penso num segundo e paro
Onde está o meu esconderijo?
O lugar onde ninguém, nem mesmo eu, posso me achar
Se eu me perder, juro que me encontro.

Mas se alguém me achar, me avisa.

sábado, 26 de outubro de 2013

Filantropia

Ajuda ae quem ta passando fome
quem ta pedindo dinheiro
quem nunca pode comer

Ajuda ae alguem que quer ser homem
que ta pedindo arrego
por não ter como viver

Ajuda ae

E se ajuda ae também, para de vender tua vida
e jogar a culpa nos colarinhos
que não chegaram lá sozinhos

Ajuda-te para que não estejas
como quem ta passando fome
e quem ta pedindo arrego

Pois melhor que ajudar a quem precisa
é atrapalhar a todos que ajudam
pois esses não ajudam ninguém

Ajuda o teu direito de dois em dois anos
e tua honestidade, educação, caráter...
Ai você nem precisa ajudar os que falei lá em cima

sábado, 19 de outubro de 2013

Pré-datado

Pré-datado, preguiçoso. Predito o não-dito
Fico nessa de dizer. Digo, não-digo.
Sou sem sentido, sem nexo, com nexo
Fico repetido nesse léxico, disléxico

Pré-determinado a não ouvir, o não-ver
ou não pedir, por não predizer...
Sou nessa de ficar ressentido, sortido
Volto sempre sem inicio, nisso.

domingo, 13 de outubro de 2013

Sei lá

Sei lá das palavras
essa que vêm quando querem
usam e abusam do meu pensar
Sei lá

Sei lá das idéias
Dos meninos pulando e gritando
só na minha cabeça
Sei lá

Sei lá o céu, o sol e o mar
acho que nada sei
sei.
Se nada sei então sei lá
Melhor nem tentar saber
Vai que essas palavras que vem quando querem
resolvam ir de vez?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Caminhão de Lixo

Desprendo sensação e agonia agora jorra tudo aquilo que sobrou
tentei relacionar a melodia com a letra mas nem dó nem ré entrou
Passei a tarde toda fuçando na memória se alguma coisa me aconteceu
E vi que nem tinha se quer uma lembrança pra dizer que algo aqui é meu

Fique desesperado, nunca havia acontecido coisa parecida em meu "eu"
as letras bagunçadas na minha cama e nenhuma diz, se escafudeu
os acordes mais singelos pareciam sinfonia de Mozart ou Chopin
e a linha que sucede se findou ali no cerne do divã

Computei de quantas horas precisava pra esquecer se a tristeza era igual
Fazer um dicionário de palavras absurdas para eu não é nada normal
Trabalhos e mais coisas a se fazer, um descanso mereci
E as linhas quando ficam meio doidas agente pensa e para mesmo por aqui.

Viajei até Paris, Amsterdã, Copenhague, Lisboa e Istambul
Viajei por todos os cantos, desde o norte correndo para o sul
A Inspiração não deu as caras e eu fiquei de cara amarrada só pra pirraça
Se quiser ir para o ITA seu nome deve-se chamar.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dia de Chuva

Passando por ai, qualquer coisa assim
Fica aqui um tédio
Mosca vai e vem, Fosco num covil
Sem pudor-remédio

Pingo cai ai, frio espera sim
Fiz a mesa e o prédio
Musica pra ouvir, livro pra se ler
Meio intermédio

Telefone ai, to esperando vir
todo privilégio
Não posso sair, chuva vem cair
Nó no sacrilégio

Fica pra sair, que se dividir, não parece certo
Olha o colibri, ta chovendo ai? Fica aqui por perto

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Das 5 às 9

Corram...já vai começar mais uma história
Pode ser de luto, luta ou glória
E quem sabe o que é que se ganha?
Se todos conhecidos são pessoas estranhas

Pode ir, já é noite, eu fico aqui fictício
A janta na mesa é maior que tudo isso
Pode ir, começou todo o drama
Na casa da colina ou na sua cama

Fica a semana esperando dar as horas
em que sonhos em becos distraem senhoras
Em que dias úteis são dias em vão
Medo já é maior do que a razão

Pode ir, já é noite, eu fico aqui fictício...

A passagem do preço é maior que a fatura
É quando se explode de tanta loucura
Jovens achando que a vida é novela
E usam roupas em formas magrelas.

Pode ir, já é noite, eu fico aqui fictício

sábado, 7 de setembro de 2013

A cal Maria

A tal Maria, acalma a dor
Cal...mar...dor.
A cal Maria, amaria a cor
Cal...Cura a dor

A mara ardor, maria dor
mara..vi...lá
A maro la, Amarelo
Mário la


E Maria mar. A maria mar
Mente...iria
A Maria dor, A Maria dar
Me ente, iria

sábado, 31 de agosto de 2013

Vó, concerta minha vida, se preocupa que partida é lugar de se chegar
Vó...ta entre a sina escondida se assina em se ensinar
Vó a saudade ta ladrando no meu peito sem direito de viver
Vó essa vontade que não cabe em quatro versos que nunca consegui fazer

Vó retira aquilo que oscila e recicla um porém
Que a dor nunca se finca em repouso de ninguem

Vó quem a casa casa com o acaso que se conceber
Vó sempre deitada mas casada ainda procura o que fazer
Eu só sei que nada se conquista se não tiver suor e prazer
E que se cria se converte se convirja por que nunca desdém

Vó retina aquilo quem ensina a não bem enveredar
Silêncio que a vida é um altar.


sábado, 24 de agosto de 2013

Passagem

Quer saber? Já fui embora
Eu não cuidei de mim tão bem
Diga por favor as horas
que eu já vou...

Quero ser alguém sei lá
Saber o que se quer, será?
Quando foi que a coisa saiu do lugar?
Já é hora de partir

Arruma as malas, que o trem já apitou
Acabou de passar por você
Deixa pra ver, só na hora que for embarcar
é hora de partir de você

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Nós town gea

Queria voltar pra casa
Queria voltar pra mim
Mas a imensidão me apavora, tenho medo de ir la fora

Escutar sua voz, ecoar no meu ouvido
mas de longe não consigo, o tempo é inimigo

Sombras formam o alvorecer
Parece que o ali é mais distante, do que o agora e o antes

Quero te ver chegar e a solidão desaparecer
que volta tudo pro mesmo lugar

"Que a distância é primazia da loucura
que a estância é pra dor e cura
Que a saudade finca sobra e sedimento
Que a vontade de estar já é maior que o sentimento"

terça-feira, 13 de agosto de 2013

As palavras entrelinhas

Quais são as palavras não-ditas que, se ditas, se tornam verdades?
Aquela menina que levo no bolso com toda saudade, sem maldade
Se torna uma parte do que sobra na intenção

E se as palavras não são ditas, mal-ditas será que sobre emoção?
A conversa, não tem pressa, pode ser apenas a dois
Pois milhares outros de nós, existem, mas...

Uma só palavra, aquela que muda, emudece o coração
ou pode trazer de volta aquilo que se achava perdido
Carece de que nasça de novo no peito, para que se abra

Que nesta conversa, uma nova "coisa" surja
Emerja e convirja...que se dANNY, pois o que é novo eu abraço
O que é velho é resguardo e o que não vale eu dispenso.

sábado, 20 de julho de 2013

Carta a um Amigo Poeta

Do contrário, do contrato
 que lhe tenho aberto, 
somos inteiro pela metade,
 mas por fim somos completo,
 faça chuva faça sol,lá ré mesma fé
 a qual completo esses versos
converso comigo como se estivesse certo...

do errado nada se converge, tudo se contempla"


sábado, 13 de julho de 2013

Esquiva

Esquiva-se estorvo
Passa reto na retina
que não sou antro de ressalva
nem parada da matina

Estorva-se esquina
Põe o dedo na faringe
Já que estais acomodado
esperando quem lhe atinges

Vai e faz dois versos somente
pra que se encha de intento aquilo que se quer dizer
mas fica entrelinhas por material faltar

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Amizade do Normal

Normal é tudo aquilo
que se tem encontro
tipo duas retas formando ângulo reto

Duas almas entreabertas do mesmo portão
Dois caminhos obscuros, obscenos
Duas vertentes que se abalam... se abafam

Amizade do Normal é aqui, é ali
é tudo que concerne com o agora
mas que espera, lá fora, pelo porvir

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Expresso

Expresso...um caminho direcionado a nada
Sem recesso e nem retrocesso
me repito, um apito, vai logo se passando
(Sempre no embalar das palavras escrevo as irmãs fonéticas)

Se situar, a centuar, desapegar
Escreve longe, longo...Expresso

As palavras as vezes nos faltam na sobra de pensamentos

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Luta

Na luta, o luto dissipa
mazelas, maléficas
No lírio que as cercas
aprontaram e afrontaram

Nas lixas, os lixos se amontoam
se montam, se monte de nada
confronta a idealidade do sono
Acorda, já é tua hora

Como um brado retumbante
reluzente, no covil dos dilacerantes
retratou o sentimento de liberar
Libertar

Mas ainda não se compôs
um novo céu
é preciso ainda que se forme no presente
aquilo que se pensa no papel.

Brasil, o que era de muitos agora é pra todos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Despeço-me

Despeço-me de todo Carnaval de outrora
da estação quente que me trouxera novos sonhos
e que o fim dela me arrancara

Despeço-me de toda saudade alheia
e das lamentações ineptas
pois não trazem mais aquilo que esperei

Despeço-me daquilo, daqueles
inclusive de você
por não saber quem era eu

Despeço-me das flores que nunca dei
já aponta no horizonte a estação sombria
Está na hora de me recatar e me minimizar

Despeço-me, mas não é pra sempre
até o inverno acabar
a primavera sempre me reservou surpresas

Despeço-me de ti, que encontrei na minha primavera
mas que fez dela outono, sem cor, sem fruto
mesmo arborizando minha vida

Despeço-me daquilo que fui
em prol daquilo que serei
e não de quem me fez ser

terça-feira, 26 de março de 2013

Paisagem

Miragem ou sonho, nem sei qual o contorno do sucesso
Retrocesso? Nem um pouco, a vida é como um processo
Onde tantos e tontos passam num excesso absurdo
mas não deixam nada de progresso na vida

Conforto? Apenas está em par com Deus
e dizer a cada um de nós mesmo: Sou
ou poderia ser, ou quero
Depende do estrago que a vida faz, camarada

Um recomeço, um reembolso, Um afago.
Empréstimo de alegrias para todos os perdizes
Das dores, minha. Das flores, nunca.

Espero o dia chegar, sem expectativas. Afinal, sonhar é viver com a indecisão na mão.

domingo, 17 de março de 2013

Tarde cinza

Procurei. Nos mais sórdidos campos. Nos campos mais afastados
Procurei. Revistei todas as gavetas, todos os guarda-roupas
Procurei. Semeei inférteis solos e mesmo assim não encontrei

Encontrei os mais infundados pensamentos
Mas nada do que procurava
Aí então, vejam só, me perdi
mas ao mesmo tempo me encontrei

Refiz todos os planos, mas nem o lápis encontrei
Disse a mim mesmo: pare, chega de sonhar!
E acordei em cima do muro...decidi cair e depois me levantei

E a tarde cinza nem me parecia mais tão cinza...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ignorancia



A palavra que destrói ideias, ideais
A palavra que concerne com tudo aquilo que incomoda
A Palavra que enterra sonhos e colhe espinhos
A palavra que explode os vidros da casa espelhada

A Palavra que inventada, compra almas e as mumificam
A palavra que invoca todos os maus espíritos
A palavra que divide aquilo que não se separa
A palavra mal..dita em meio a fervilhões de outras tais

A história da ignorância surgiu no inicio da acomodação
E quem há de culpar aqueles que a alimentam?
Eu convivo com ela desde sempre
então nas palavras faço jorrar tudo aquilo que vem a minha cabeça
pois a essas pessoas eu digo: façam o que quiser mas não atrapalhem meu caminho
o que eu decidir está feito, nada me fará voltar atrás
só se me matarem, ou me calarem que é muito pior
não quero que me entendam, só que me aceitem
E se não aceitarem...adeus
Pois na casa da ignorância
moram os monstros mais humanos que existem.

Sono

Resolvi-me deixar-me partir-me desta manipulação manisfesta
singela, modesta, moda, tudo se revoga menos a verdade.

Sono se escreve com Ç ou com dois "SS" por falta de gramática ou de vontade
Sorriso eu escrevo na parede onde o riso ficou pela metade...

Entendi-me culpei-me matei-me no meu próprio habitat
habituado no simplório simplista simplificado sobre qualquer displicência

Sono se escreve com o dedo, pois caneta falta-me por falta de tinta
Sucesso se escreve com rede, pois sonhar já não mais me fascina.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Poesia Demasiadamente Inventada


Invente-se. Inverta-se. Mas não deixe que o zunido
dos carros te acomode no sofá rasgado
E nos acordes replicantes (sol, fá)
Acorde, a corda está no pescoço
Os projetos, ainda em esboço.
Parta uma vez para longe
Pra qualquer Horizonte Distante
mas não vista-se de roupas velhas
e de velhos hábitos, se incomode
com aquilo que te pergunta, e te responda
"Afinal, por que tudo isso mesmo?"
Se sou aquilo? Ou Isto?
Nada de Determinístico...os fatos surgem a partir do "por que?"
Nem rima, nem prosa, nem verso, nem verbo
nada surge do nada, só o tudo
A qual vocês insistem em chamar de VERDADE!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Resumo da Ópera em Português

Talvez resuma tudo aquilo que me cerca
Cerca, pasto, pastoril, pastoreio
Passam-se os anos vis, nada de momento no novo
A contradição e a certeza são as únicas que tem escutam
O porto nem é mais tão seguro assim
O porte de armas é necessário para que se haja paz

A contratação e a incerteza são as únicas que falam
Maltrata-me nos versos mais incansáveis que se ostentam
no meu diz-que-me-diz
das cenas absurdas ou do cenário obscuro
Ah! Quem em 22 anos te fez ficar sem chão?
todos os dias eu conto os dias, mas as horas me contam
que o dia nem vai passar!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cansado

É, isto é o fim
estou indo embora daqui, sem delongas ou prosas
Esse lugar nunca foi meu
Cansei do comodismo alheio
do julgamento obscuro
da Inquisição obsoleta

É, para vocês que me viam
como um de vocês,
me esqueçam a partir desse momento
me deletem de suas redes sociais
Pois agora me "desviei"
E se nada disso for verdade?
Já parou pra pensar que seu cérebro é bem maior?

Cansei das ilusões de estar ali
de todos os santos que olhavam maquinando seus rostos
e tentaram me convencer a ficar rodeando o abismo
Não! eu não quero ficar aqui pra ver o seu final
o Final eu já escolhi, meu caminho já trilhei
A conclusão que fiz é que amanhã pertence à Deus
mas à vocês nada mais do que migalhas
de um pobre ser humano...indefeso aos vinténs divinos

Cansei do formalismo demasiado
dos prós que nem eram prós
Eram contra a qualquer manifestação
Eram súplicas para serem exaltados mesmo condecorando a humildade
Eram pequenos manuscritos falando do bem e do mal
Saibam que eles são linearmente dependentes um do outro
Se um não existir, o outro também não

Cansei da culpabilidade por todos os fatos ruins
de atestar aos indecisos a carga máxima de problemas
de negar ao próprio a natureza de ser salvo, se salvação há nos convés
de excluir os que não compactuam com vocês
Estes são os "defeituosos", que querem nadar contra a corrente
Pois é, se Deus não quisesse minha rebeldia
então que não me desse.

Enfim, partindo aqui estou
Parto com a única certeza, que vou mais talvez um dia volte
e talvez um dia vá embora outra vez
mas que só eu construo todo um castelo de perguntas
e sem as respostas eu prefiro sair
Mas um dia estarei lá, espero que aqueles que se sentirem infelizes
que me acompanhem
Mas que não morram por dentro por estar em um obrigação que muitas das vezes nem lhe foi imposta

Cansei até de escrever.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tarde de sexta

Tarde de sexta é aquela que inverte a saudade
inventa a solidão de imaginar a hora do adeus
Semana que vem nem chegou e você já a quer aqui
Tarde de sexta é prólogo de noite vazia
os vazios andam tão cheios
de coisas vãs

Tarde de sexta, a quem eu devo escrever?
A uma senhora que me bagunça e me esculacha?
Mas não há suplicio nesse penar
Se ela é que me dá todos os dias a alegria de voltar
Ao mesmo lugar que é onde tudo começou
Tarde de sexta pode ser sinônimo de sábado em casa
Sem fazer nada ou até sem fazer tudo


Eu invento qualquer coisa
E a tarde se dissipa!
Eu em vento, qualquer coisa
e tarda e se diz pá!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Simples verso onde 4 se resumem em 40!

Exemplifique sua existência e morra no vazio de pensar em ser
Troque de lugar com sua vizinhança e vê quem faz barulho
Sopre os ventos que mais violentos levaram de volta a Odisseia
Traga-me em seu peito aberto tudo que sou e que serei ou é!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dez minutos

A espera de dez minutos é a mais importante
Pois pode ser os dez primeiros sopros na alma
que se acalma com os dez últimos suspiros
 Pode ser um conto de dez réis, dez reis ou dez magos
Magros por findar um calabouço qualquer

Pode até ser a espera da demora, mora em meu peito
Uma certa senhora que não me deixa no leito
a amargura de pensar no dia que se sucede
Se sossego fosse longe eu iria no desapego
dos desatinos dos destinos...

Ah, parei com as palavras irmãs!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Conversa na praça

Ser ou estar...sentado numa praça
conversando com um comparsa de vidas amargosas
e pensar que tudo que me contou
era como se já soubesse de tudo aquilo
Mas como bom ouvidor
Escutei e pensei: Não é que faz sentido!

Então parei e fiquei a prosear comigo mesmo
"Será que os tempos modernos ainda hão de vir?"
Não. Estes já se foram
Agora esperamos os tempos de consequências...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Saudade é...

Saudade, quem a define? A linguagem mais sublime
A visita à alma do solitário ou solista com preferir
Salmista do relicário, sambista dos missionários
Saudade na verdade se torna mentira
me atira no peito alheio qualquer recado
Recatado por duas ou três frases prontas

Saudade é porto onde desembarca sombras
onde sol e Sol se confundem com as ondas
mesmice de quermesse, marasmo de quitanda
Só me restam as palavras em dia de chuva na varanda
meus amigos insistem em liderar a saudade em meu peito
minhas dores? Eu faço do discurso um desfeito

Saudade é quando se acha que se tem e não tem
e se pensa em fazer mais não faz
Saudade é sua pior companheira em tarde de quarta feira
onde só e sozinho são pessoas distintas  e difusas
Saudade não é solidão: pode até ser sua irmã mais nova
Mas no silêncio nem se nota a diferença entre uma e outra